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Filme sobre cantor Benny Moré é opção de Cuba na luta pelo Oscar
HAVANA (Reuters) - "El Benny", uma das maiores bilheterias dos últimos 15 anos em Cuba, será a indicação da ilha para o Oscar de melhor filme estrangeiro. O longa fala sobre a vida do cantor Benny Moré.
O Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC) informou na quarta-feira que indicará "El Benny" para a categoria de melhor filme estrangeiro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Moré foi um autodidata que se converteu em lenda da música cubana com sua voz excepcional. O "Bárbaro do Ritmo", como o chamavam, morreu em 1963, de cirrose.
Desde sua estréia em Havana, no fim de julho, cerca de 445 mil pessoas já viram o musical, inspirado na vida agitada do cultuado músico cubano, disse o produtor do filme, Iohamil Navarro Cuesta.
Sua estréia internacional foi em agosto, no festival de Locarno, na Suíça, onde a crítica concedeu o prêmio "Boccalino" ao ator cubano Renny Arozarena, que interpreta Moré no filme dirigido por Jorge Luis Sánchez.
A única vez que Cuba esteve próxima de ganhar um Oscar foi em 1994, quando "Morango e Chocolate", de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, foi nomeado para melhor filme estrangeiro.
As indicações para o Oscar de 2006 serão anunciadas em janeiro e os prêmios serão entregues no dia 25 de fevereiro.
Os últimos laureados com o Oscar de filme estrangeiro foram "Tsotsi" (África do Sul, 2005), "Mar Adentro" (Espanha, 2004), "Invasões Bárbaras" (Canadá, 2003), "Terra de Ninguém" (Bósnia, 2001) e "O Tigre e o Dragão" (Taiwan, 2000).
"Qualidade das drogas de hoje é péssima", diz Keith Richards
O guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards, 62, afirma que decidiu abrir mão das drogas após passar grande parte de sua vida consumindo entorpecentes. Segundo o músico, "a qualidade das drogas de hoje é péssima".
Durante os anos 70, o guitarrista ficou dependente de heroína. Como "a situação mudou muito no mundo das drogas", hoje Richards não vê nenhum entorpecente que valha a pena ser ingerido, cheirado ou injetado.
"Acredito que a qualidade caiu bastante. Tudo o que fazem é extrair o momento de máxima força. Não gosto do modo como fazem efeito sobre o cérebro. Por isso, não consumo mais --e olha que sou uma pessoa que entende de drogas", disse Richards à imprensa britânica.
O músico admitiu também ter sido medicado com morfina quando esteve internado no mês passado para uma cirurgia na cabeça, após ter caído de uma árvore nas ilhas Fiji. "Por duas semanas fiquei sob o efeito de morfina. Sempre tentei pedir um pouco mais de tudo à enfermeira. E ela sempre se mostrou disponível", revelou o guitarrista. "Não consumo mais drogas, a não ser quando eu preciso, como naquele momento de sofrimento, com a cabeça aberta."